Festa Agostina do Becco do Bragança celebra o Dia do Folclore com Festival de Teclados neste final de semana

agosto 17, 2026

No dia 22 de agosto, quando é celebrado o Dia do Folclore, o Becco do Bragança, no Centro do Rio, recebe a primeira edição da Festa Agostina. A programação estreia com um Festival de Teclados que reúne artistas de diferentes territórios e cenas musicais. Nomes como Deley dos Teclados, Angel Barbosa e Edmilson dos Teclados estão entre as atrações, ao lado da DJ Carla em Cores. No dia seguinte, 23 de agosto, o espaço recebe uma edição pocket de inverno do Prainha Jazz, com lançamento do novo álbum de Douglas Bastos. As atividades fazem parte da proposta do Polo Cultural do Bragança de ocupar o território com cultura, música, gastronomia e arte.

A ideia da Festa Agostina é transformar a programação anual em um encontro dedicado, a cada edição, a um gênero musical diferente. Em 2026, os teclados são o ponto de partida para aproximar artistas que atuam nas ruas e circulam por diferentes regiões do estado. A curadoria nasceu do interesse em levar ao Centro do Rio uma cena musical que já movimenta outros municípios, criando novas conexões entre públicos e artistas. Para David Coelho, do Becco do Bragança, a proposta é fazer do território uma “encruzilhada de encontros, sabores, sons e manifestações culturais”. Com programação gratuita, o projeto também busca fortalecer o Becco como polo de convivência e descoberta cultural. Conheça mais detalhes sobre este festival. Confira.

A primeira Festa Agostina do Becco do Bragança nasce com uma proposta de encontro. Realizada em 22 de agosto, Dia do Folclore, a programação escolhe os teclados como gênero musical desta edição e reúne artistas de diferentes territórios em uma celebração que pretende aproximar públicos, cenas e linguagens. A ideia surgiu a partir de uma descoberta feita por David Coelho, do Becco do Bragança. Depois de começar a se aproximar da cena de teclados que circula por espaços do Centro e da Zona Sul, ele recebeu de uma amiga a indicação de conhecer a barraca da Janaína, na feira de Queimados, onde encontrou uma seleção de músicos e tecladistas que chamou sua atenção. “Chegando lá, fiquei encantado. Era uma seleção absurda de músicos e tecladistas, com uma riqueza musical que me fez pensar: seria muito bom levar esses artistas para esse eixo da cidade e apresentar esse universo para um público maior”, conta David.

A partir daí, a curadoria do festival passou a buscar justamente o encontro entre a cena que circula pelo Centro e pela Zona Sul e a produção musical de outros municípios do estado. Deley dos Teclados, Angel Barbosa, Edmilson dos Teclados e a DJ Carla em Cores integram a programação desta primeira edição. Mais do que reunir artistas de um mesmo gênero, a proposta é criar pontes entre diferentes territórios. Segundo David, todos os artistas envolvidos na curadoria têm em comum a relação com a rua como palco, fazendo da ocupação urbana parte importante de suas trajetórias e linguagens.

Uma festa que continua

A programação segue no dia 23 de agosto, com uma edição pocket de inverno do Prainha Jazz no Becco. O evento terá o lançamento do álbum de Douglas Bastos e amplia a diversidade musical do fim de semana, conectando a proposta dos teclados a outro gênero e público. A escolha por concentrar diferentes atividades em datas próximas também está relacionada à estrutura do Polo Cultural do Bragança. Neste início, a iniciativa pretende ocupar o Becco e seu entorno uma vez por mês, sempre com programação gratuita e atividades para diferentes idades, das 12h às 22h.

A intenção é construir uma agenda contínua e, sempre que possível, realizar eventos em dias seguidos. Além de criar uma experiência mais completa para quem frequenta o espaço, a estratégia contribui para otimizar a estrutura e reduzir custos, algo considerado fundamental para manter uma programação gratuita e acessível. A Festa Agostina também nasce com a ideia de se renovar a cada ano. O gênero musical escolhido para 2026 são os teclados, mas a proposta é que as próximas edições explorem outras sonoridades, como samba e jazz.

Um polo de encontros no Centro

A diversidade musical da Festa Agostina está diretamente ligada à proposta do Polo Cultural do Bragança. Para David, territórios que conseguem reunir diferentes manifestações culturais se tornam mais ricos, férteis e sustentáveis. O próprio Becco já reúne um ecossistema diverso, formado por ateliês, galerias, estúdios de tatuagem, restaurantes, tabacarias, bares e outras iniciativas. A proposta do Polo é partir dessa diversidade que já existe no território, conectando e potencializando os espaços e projetos que fazem parte dele. “Pensar a cidade e a rua a partir dessa diversidade de linguagens, expressões, públicos e gêneros é um dos principais focos do Polo”, explica David.

Mais do que assistir aos shows, a expectativa é que o público circule pelo Becco, conheça os estabelecimentos e iniciativas do entorno, descubra novos artistas e estabeleça uma relação diferente com aquele espaço do Centro do Rio. A experiência desejada, segundo David, é a de encontrar um território vivo, acolhedor e diverso, onde música, gastronomia, arte e ocupação urbana aconteçam de maneira integrada. A ideia é apresentar o Becco como uma “encruzilhada de encontros, sabores, sons e manifestações culturais”.

Assim, a Festa Agostina funciona também como um convite para redescobrir o território. Em sua primeira edição, os teclados abrem caminho para uma programação que pretende se transformar ao longo dos anos e consolidar o Becco do Bragança como um espaço permanente de encontros culturais no Centro do Rio.